sábado, 2 de dezembro de 2017

O Portal

Ele corria pela floresta a galope, o seu cavalo negro não aguentava muito mais, estava cansado, mas algo lhes dava força para continuar. Atrás deles uma bruma negra os perseguia, e o feiticeiro sabia que estava perto e tinha a sua varinha pronta para se defender. 

O Portal estava perto, era numa clareira no meio daquela floresta, faltava pouco e o seu cavalo suplicava por descansar.
Segurando a varinha na mão esquerda, onde só brilhava o seu anel celta em prata, ele conjurou um feitiço para afastar a bruma negra. Resultou por momentos, mas até as árvores pareciam não o deixar avançar, as suas raízes apreciam vivas e queriam soltar-se da terra e das pedras de granito.
O coração acelerava cada vez mais, onde estaria o portal? Teriam as árvores mudado de sitio por forma a desvia-lo do seu caminho? Puxou as redias do seu cavalo fazendo-o erguer-se apenas nas patas traseiras e com um grito um outro feitiço mais forte saiu da sua varinha.
Tinha razão as árvores também já tinham sido amaldiçoadas pela bruma negra, pois agora ele conseguia ver que elas se afastavam mostrando novamente o caminho.
Pediu ao seu cavalo negro um ultimo esforço, e ele acedeu, correu, correu, e finalmente na clareira os raios de sol surgiram assim como o Portal, cujas porta já se tinham aberto para ele passar. A bruma aproximava-se, e num ultimo salto conseguiu atravessar a portal deixam a floresta para tras, agora estavam a salvo, e podiam descansar. Mas a batalha ainda mal tinha terminado, ele haveria de voltar e derrotar o espírito que se escondia na bruma negra e libertar a floresta das trevas. Mas para já estava em casa, chegara a Agartha!



sábado, 4 de novembro de 2017

Quero...

Quero soltar-me, libertar-me...
Quero sair daqui e tocar o mundo,
Nem que seja por um segundo.
Quero ter a certeza que sou livre!

Quero ser eu, ser normal...
Quero correr e sentir o vento,
Nem que seja por um momento.
Quero ter a certeza de que sou livre!

Quero pular e saltar...
Quero ver o horizonte agora,
Nem que seja por uma hora.
Quero ter a certeza de que sou livre!


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A Chave

Há poucos dias tive um sonho, daqueles em que ou acordo assustada ou fico a pensar no porquê de ter sonhado aquilo. Este foi um bocadinho de ambos, possivelmente derivados as muitas coisas que tem acontecido. Quem tem um relacionamento sabe que pode vezes os sentimentos se alteram sem darmos conta, isso para mim não fez muito sentido ao inicio mas agora eu entendo. Ele tinha deixado de me dar a atenção que eu queria e daí os meus sentimentos terem-se voltado para outra pessoa. Não vou referir nomes desta vez até porque nunca contei nada à pessoa com a qual sonhei desta vez e quero que se mantenha assim porque estas paixões loucas um dia acabam e não quero magoar os sentimentos de ninguém. Já me entendi com a pessoa com quem estou.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Olhar misterioso

No silencio da floresta, em pleno dia, uma estranha rapariga observa por entre os arbustos um caminhante perdido que por aqui se instalou, tinha olhos castanhos como as árvores os rodeavam, e um sorriso tímido que apenas se notava quando ouvia os sons daquela floresta, todo ele era envolto em mistério, não se sabia quem era nem como aqui chegara mas a sua energia era pura. A seu lado um belo cavalo negro de olhos brilhantes como safiras, deitado perto do seu cavaleiro, e por entre os pertences deste ela avistara algo inédito, uma varinha. Era um feiticeiro, que sem nada dizer, pelo qual se encantou! 
A estranha rapariga sentiu o coração a palpitar, queria ficar mais tempo mas era tarde, tinha de ir embora antes do anoitecer. Na aldeia todos a achavam estranha, ou apelidada de tal por nunca da sua boca se ouvirem palavras, não era muda, apenas não falava, pelo menos á frente dos outros.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Fertilidade ou a falta dela

Há coisas que nos deixam a pensar durante um bocado, e a que me ocupa os pensamentos agora é a minha fertilidade, ou talvez a falta dela.
Ontem foi a consulta no hospital, e para a semana tenho mais análises para fazer, felizmente os valores têm estado a baixar, mas ainda não estão negativos. Na consulta a médica confirmou que durante seis meses tenho de repetir estas análises uma vez por mês, é que nesse tempo não posso engravidar e até me recomendou voltar a tomar a pílula.

A sério? Pensei.

Nesse momento senti-me a voltar à estaca zero, a recomeçar tudo novamente. 
O que me faz pensar: 

Porque que é que eu fui adiando isto tanto tempo?? Porque que é eu tive medo? 
 
Andei a adiar a maternidade porque não havia condições, estava desempregada, depois foi porque achei cedo, e agora quero e não consigo.

O que é que se passa a minha fertilidade?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Contar ou não contar, eis a questão?

Toda a gente pergunta: Olá está tudo bem? Ao que respondemos : Sim, tudo bem ou Não, não está.

Temos sempre uma escolha, dizer a verdade ou mentir. A verdade dizemos aos que realmente se importam conosco, a mentira dizemos aos outros e aos que querem saber tudo da nossa vida mas não contam nada deles, se é que me entendem.

Contar ou não contar?
No meu trabalho optei por não contar nada quando me perguntaram se estava tudo bem. Fi-lo para não pensarem que me estava a queixar e para não sentirem pena de mim, já que para outras coisas também não faço falta e não se importam comigo.

Certas coisas basta apenas envolver o marido, os pais e sogros.

domingo, 8 de janeiro de 2017

O presente envenenado de 2016

No dia 22 de Novembro supostamente deveria vir aquilo que sempre vem todos os meses a todas a mulheres, mas o meu falhou nesse dia... esperei. Uma semana, duas semanas, três semanas. Eu sei que a maioria não espera tanto mas eu sempre pensei que ele viria. Chega! Vou comprar um teste.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Chuva...


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O que trazes tu?
O que queres?
Vens com nevoeiro,
Mas nada de mim esperes.

As gotas na pele a nu,
São como lágrimas.
De tristeza?
Ou de alegria?

Não sei!
Só sei de certeza
Que o sol me dá energia.
E força.

A mudança que se avizinha
A cada gota fininha
Da chuva irrequieta,
Que molha os tolos.

Tu cais e eu levanto-me!
É o sol nascente
Que comigo acorda
Que me diz: 'puxa a corda'

Da nossa vida,
Que lida
Todos os dias
Este desafio que crias.