O dia amanheceu cinzento, assim como o seu coração já andava há vários dias, cinzento, triste, sombrio, como a mais escuro noite em que nem sequer se vê a lua. Como em todos os dias ele foi á janela do seu palácio, esperar, e esperar e esperar... Por vezes passava dias inteiros ali sentado, á esperar, até o pessoal do palácio, os seus criados pessoais estavam a ficar preocupados com ele. Há muito que a sua alegria se desvanecera transformando até o mais belo dia de sol num dia cinzento e soturno, sem vida e sem cor.
Mas qual seria a motivo de tanta espera? Qual seria a razão de tanta tristeza?
Subitamente levantou-se e olhou o horizonte por entre as árvores, algo ou alguém se aproximava do palácio. Afastou-se da janela a correr, desceu escadas de dois em dois degraus, voo pelos corredores como uma águia até ao pátio para ver chegar uma carruagem acompanha de uma grande comitiva de guardas. Atrás destes um pouco mais afastados vários outros soldados feridos e alguns bastante massacrados, com baços ao peito, pernas ligadas e alguns sem parte delas mal conseguindo caminhar. Mas o ambiente não era de alegria, o comandante dirigiu-se a ele, retirou o elmo e baixou a cabeça.
- Vossa majestade o Rei foi morto em combate.
E o dia ficou ainda mais cinzento...
E o dia ficou ainda mais cinzento...