sábado, 2 de dezembro de 2017

O Portal

Ele corria pela floresta a galope, o seu cavalo negro não aguentava muito mais, estava cansado, mas algo lhes dava força para continuar. Atrás deles uma bruma negra os perseguia, e o feiticeiro sabia que estava perto e tinha a sua varinha pronta para se defender. 

O Portal estava perto, era numa clareira no meio daquela floresta, faltava pouco e o seu cavalo suplicava por descansar.
Segurando a varinha na mão esquerda, onde só brilhava o seu anel celta em prata, ele conjurou um feitiço para afastar a bruma negra. Resultou por momentos, mas até as árvores pareciam não o deixar avançar, as suas raízes apreciam vivas e queriam soltar-se da terra e das pedras de granito.
O coração acelerava cada vez mais, onde estaria o portal? Teriam as árvores mudado de sitio por forma a desvia-lo do seu caminho? Puxou as redias do seu cavalo fazendo-o erguer-se apenas nas patas traseiras e com um grito um outro feitiço mais forte saiu da sua varinha.
Tinha razão as árvores também já tinham sido amaldiçoadas pela bruma negra, pois agora ele conseguia ver que elas se afastavam mostrando novamente o caminho.
Pediu ao seu cavalo negro um ultimo esforço, e ele acedeu, correu, correu, e finalmente na clareira os raios de sol surgiram assim como o Portal, cujas porta já se tinham aberto para ele passar. A bruma aproximava-se, e num ultimo salto conseguiu atravessar a portal deixam a floresta para tras, agora estavam a salvo, e podiam descansar. Mas a batalha ainda mal tinha terminado, ele haveria de voltar e derrotar o espírito que se escondia na bruma negra e libertar a floresta das trevas. Mas para já estava em casa, chegara a Agartha!



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