segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Wicca livros

Lembro-me da primeira vez ouvi falar sobre a wicca, bem... foi mais ler, pois descobri a wicca num site na internet, na altura ainda não havia nada em português, ou se havia ser muito pouco, tinha 14  ou 15 anos na altura, mas já não me lembro o que me levou a encontrar a Wicca, sei que algo me fascinou, tanto como me faz ter algum medo. E por essa razão não voltei a pesquisar sobre o tema. Mas sempre senti que havia ali qualquer coisa que me fazia querer saber mais.

Só uns anos mais tarde é que voltei a pesquisar sobre a Wicca, já encontrei mais informação, fiquei muito contente ao saber que já existem livros a falar sobre a Wicca, o primeiro que li foi o Ritos e Mistérios Secretos da Wicca do autor Gilberto de Lascariz - foi quando percebi que havia muito de wicca em mim, quando realmente percebi a wicca - passado pouco tempo fui passado fui pela floresta, fui explorar a serra num dia de chuva, Sintra estava particularmente mágica nessa dia, e senti uma liberdade tal que não consegui explicar, foi quando me assumi como wicca de verdade, há três anos, e tenho orgulho de usar um pentagrama ao pescoço ou algum cristal, tenho um caderno onde escrevo sobre feitiços que quero experimentar, ou rituais, sobre tarot e as fases da lua, é uma espécie de livro das sombras, a principio não sentia necessidade destes utensílios mas agora é diferente pois já percebo para que servem. 
Compreendi o verdadeiro significado da Lua Triplice quando engravidei, compreendi as tres fases que uma mulher atravessa, Maiden, Mother, Crone, de facto a minha barriga parecia uma lua cheia, eu senti que deixava de ser a Maiden e que me ia tornar Mother e que a minha mãe está agora na fase da Crone, de repente assusta um pouco, mas é mesmo assim, tudo é um ciclo... como a Lua.

Hoje hoje comprei mais dois livros, e não vou ficar por aqui, porque agora sei que a wicca faz parte mim. Não sei se vou conseguir transmitir estes conhecimentos e esta energia á minha filha mas certamente vou fazer o melhor que conseguir, afinal todos somos livres de seguir o caminho que escolhemos.


 
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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Um raio de Luz

Todos temos um lugar onde nos sentimos em paz, onde nos sentamos e meditamos, organizamos a nossa cabeça para enfrentar os desafios que nos surgem pela frente. Eu também tenho esse lugar, e tenho imensas saudades de lá ir, mas ele encontra-se vedado, por quem acha que proibir carros o vai proteger. Não vai! Quem o vai proteger são as pessoas, quem ama Sintra, quem quer o melhor para a sua floresta. O meu local de paz é na Peninha, é onde me sinto bem, é por entre as árvores e sentir aqueles raios de luz, ou lá no alto a sentir o vento na minha cara e nos meus cabelos.

A Floresta é o meu Templo Sagrado!


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Welcome to Basilandia!

Eu tal com outras pessoas no desemprego, vi uma oportunidade no turismo, e descobri uma profissão que amo de coração, para além de Amar Sintra, amo mostrar cada detalhe, contar historias e lendas a quem a visita, a quem a quer descobrir. Abri a minha empresa em 2016 e ela foi crescendo, foi a melhor coisa que fiz e não me arrependo, sempre tive colegas e concorrência e todos nos dávamos-nos bem, por vezes até trabalhávamos em grupo e corria tudo bem. Nessa altura já havia uma empresa de tuk tuks e até eram muito engraçados, passeavam-se em frente á estação com pestanas nos faróis e bigodes, como se fossem meninas e meninos, eram muito giros, e os guias eram todos licenciados em turismo, faziam tours e davam ao visitante uma forma diferente de conhecer Sintra.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Even when you hurt me...

O Feiticeiro acordou abruptamente ainda o sol não tinha nascido, o seu cavalo estava agitado e não parava de bater com os cascos no chão tentado chama-lo a atenção. O Feiticeiro apenas se deu conta de passos apressados que corriam e se afastavam por entre as árvores, as folhas e os ramos secos da floresta. 
Esfregou os olhos e abanou a cabeça numa tentativa de ver melhor que o que se estava a passar á sua volta ou se teriam roubando alguma coisa. Mas apenas vê um pedaço de papel no chão com algo escrito e de difícil leitura pois a tinta estava borrada.



Admiro-te de longe porque de perto é proibido.
Desde o primeiro dia que te vi que o meu coração tenta me dizer alguma coisa.
Sei que há muita loucura da minha parte ao sentir isto, mas também ha um pouco de razão na loucura.
Sou apenas alguém, ou até mesmo ninguém, talvez alguém invisível que te admira á distancia, que te procura sem querer e sem a mais pequena esperança de um dia me tornar visível para ti... 




quinta-feira, 23 de julho de 2020

Altruísmo será verdadeiro ou apenas um mito?

Encontrei um artigo muito interessante enquanto vagueava pela internet, e achei que devia falar dele aqui, visto que me fez lembrar de algumas coisas.
O artigo é sobre altruísmo, cuja definição do dicionário é: Inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo. Ora acontece que muitas vezes colocamos o bem de outras pessoas acima do nosso e depois acabamos com uma facada nas costas. Ora o artigo que entrei tem como titulo uma simples pergunta, será o altruísmo um mito? Será que ele foi apenas inventado para que uns consigam coisas de outros que pensam estar a fazer a coisa correcta??? Pergunto eu. Podem colocar o que acham nos comentários.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Tears of a crying angel

Tudo é feito de altos a baixos, e quando estamos bem e tudo corre ás mil maravilhas nunca se pensa no que pode correr mal, porque obviamente ninguém quer que corra mal, só que quando acontece... bem, é um sarilho! Eu sempre achei que o turismo não estar para sempre em alta, mas não esperava uma queda tão grande. Se não fosse o ordenado meu marido não tinha por onde me agarrar, nem como dar comer á minha filha.
A minha maior tristeza é não estar a trabalhar, não poder ser eu a pagar as contas como fazia, e ainda ter as contas da empresa para resolver. Estou no meu limite! Só me lembro de estar assim ha cerca de 12 anos atrás, mas nessa altura estava solteira e a morar como os pais.

Eu sou orgulhosa, sei que sou, não gosto de pedir ajuda a ninguém, mesmo quando realmente preciso, que é o caso, não gosto! Não preciso da caridade de ninguém mas... sim, preciso de ajuda.  

domingo, 12 de julho de 2020

O barco que parou

Sinto-me sem rumo, perdida, como um barco a remos abandonado na praia à espera de uma onda que o leve de volta ao mar. 
Sinto-me impotente, inútil, como um barco velho que anseia por navegar. 
Sempre trabalhei, sempre ganhei o meu dinheiro para pagar as minhas contas. Já passei por outras crises e não esperava voltar a isto outra vez. 
Quero voltar à estrada, aos tours,quero o meu trabalho de volta e sentir o meu coração cheio com os sorrisos das pessoas que visitam o meu país e se sentem gratas por eu lhes mostrar tantos lugares bonitos. 


Sim, de certa forma sabe bem passear em Lisboa e sentir aquela calmia que não se sentia há anos, mas agora acaba por ser tão estranho, é como uma praia sem as ondas do mar. 
Eu sou um pequeno barco a remos, perdido nesta praia, há espera daquela onda... 

sábado, 4 de julho de 2020

Mãe e filha

Há coisas que pensamos serem fáceis de ter, outras que mesmo querendo muito pode gerar algum medo ou receio. 
Eu tinha medo de ser mãe, apesar de o querer, talvez esse medo me tivesse bloqueado de tal forma que demorei quatro anos a conseguir o que eu pensava que era muito fácil. Mas consegui! E mesmo quando já a sentia aos pontapés na minha barriga tinha medo de a perder.
Posso dizer que de todas as formas de amor que conheço, esta é a mais bonita e a mais forte! Pela minha filha faço tudo, movo montanhas se for preciso, amo-a até mais do que amo o meu marido. Mas atenção que gosto muito dele, isto não quer dizer que deixei de gostar, apenas que este novo amor é mais forte. É diferente no fundo!
Isto faz-me lembrar quando era adolescente a escrevia historias de sereias e feiticeiras, historias essa que com o tempo foram ficando arrumadas na gaveta. Eu imaginava as minhas personagens (sereias) no mar muito felizes, e escrevia essas historias como se fosse a minha historia num mundo onde eu queria viver porque nunca me enquadrei muito neste, nesta realidade. Hoje talvez não o trocasse, mas adicionaria um pouco mais de magia. Daria jeito que o biberon de fizesse sozinho quando ela está no meu colo a chorar e só quer apenas o colo. Sim, se este mundo tivesse mais magia e menos ódio seria muito melhor, mas enquanto isso não acontece, sempre podemos sonhar e imaginar as sereias no profundo oceano.