O Feiticeiro acordou abruptamente ainda o sol não tinha nascido, o seu cavalo estava agitado e não parava de bater com os cascos no chão tentado chama-lo a atenção. O Feiticeiro apenas se deu conta de passos apressados que corriam e se afastavam por entre as árvores, as folhas e os ramos secos da floresta.
Esfregou os olhos e abanou a cabeça numa tentativa de ver melhor que o que se estava a passar á sua volta ou se teriam roubando alguma coisa. Mas apenas vê um pedaço de papel no chão com algo escrito e de difícil leitura pois a tinta estava borrada.
Admiro-te de longe porque de perto é proibido.
Desde o primeiro dia que te vi que o meu coração tenta me dizer alguma coisa.
Sei que há muita loucura da minha parte ao sentir isto, mas também ha um pouco de razão na loucura.
Sou apenas alguém, ou até mesmo ninguém, talvez alguém invisível que te admira á distancia, que te procura sem querer e sem a mais pequena esperança de um dia me tornar visível para ti...

