quinta-feira, 23 de julho de 2020

Altruísmo será verdadeiro ou apenas um mito?

Encontrei um artigo muito interessante enquanto vagueava pela internet, e achei que devia falar dele aqui, visto que me fez lembrar de algumas coisas.
O artigo é sobre altruísmo, cuja definição do dicionário é: Inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo. Ora acontece que muitas vezes colocamos o bem de outras pessoas acima do nosso e depois acabamos com uma facada nas costas. Ora o artigo que entrei tem como titulo uma simples pergunta, será o altruísmo um mito? Será que ele foi apenas inventado para que uns consigam coisas de outros que pensam estar a fazer a coisa correcta??? Pergunto eu. Podem colocar o que acham nos comentários.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Tears of a crying angel

Tudo é feito de altos a baixos, e quando estamos bem e tudo corre ás mil maravilhas nunca se pensa no que pode correr mal, porque obviamente ninguém quer que corra mal, só que quando acontece... bem, é um sarilho! Eu sempre achei que o turismo não estar para sempre em alta, mas não esperava uma queda tão grande. Se não fosse o ordenado meu marido não tinha por onde me agarrar, nem como dar comer á minha filha.
A minha maior tristeza é não estar a trabalhar, não poder ser eu a pagar as contas como fazia, e ainda ter as contas da empresa para resolver. Estou no meu limite! Só me lembro de estar assim ha cerca de 12 anos atrás, mas nessa altura estava solteira e a morar como os pais.

Eu sou orgulhosa, sei que sou, não gosto de pedir ajuda a ninguém, mesmo quando realmente preciso, que é o caso, não gosto! Não preciso da caridade de ninguém mas... sim, preciso de ajuda.  

domingo, 12 de julho de 2020

O barco que parou

Sinto-me sem rumo, perdida, como um barco a remos abandonado na praia à espera de uma onda que o leve de volta ao mar. 
Sinto-me impotente, inútil, como um barco velho que anseia por navegar. 
Sempre trabalhei, sempre ganhei o meu dinheiro para pagar as minhas contas. Já passei por outras crises e não esperava voltar a isto outra vez. 
Quero voltar à estrada, aos tours,quero o meu trabalho de volta e sentir o meu coração cheio com os sorrisos das pessoas que visitam o meu país e se sentem gratas por eu lhes mostrar tantos lugares bonitos. 


Sim, de certa forma sabe bem passear em Lisboa e sentir aquela calmia que não se sentia há anos, mas agora acaba por ser tão estranho, é como uma praia sem as ondas do mar. 
Eu sou um pequeno barco a remos, perdido nesta praia, há espera daquela onda... 

sábado, 4 de julho de 2020

Mãe e filha

Há coisas que pensamos serem fáceis de ter, outras que mesmo querendo muito pode gerar algum medo ou receio. 
Eu tinha medo de ser mãe, apesar de o querer, talvez esse medo me tivesse bloqueado de tal forma que demorei quatro anos a conseguir o que eu pensava que era muito fácil. Mas consegui! E mesmo quando já a sentia aos pontapés na minha barriga tinha medo de a perder.
Posso dizer que de todas as formas de amor que conheço, esta é a mais bonita e a mais forte! Pela minha filha faço tudo, movo montanhas se for preciso, amo-a até mais do que amo o meu marido. Mas atenção que gosto muito dele, isto não quer dizer que deixei de gostar, apenas que este novo amor é mais forte. É diferente no fundo!
Isto faz-me lembrar quando era adolescente a escrevia historias de sereias e feiticeiras, historias essa que com o tempo foram ficando arrumadas na gaveta. Eu imaginava as minhas personagens (sereias) no mar muito felizes, e escrevia essas historias como se fosse a minha historia num mundo onde eu queria viver porque nunca me enquadrei muito neste, nesta realidade. Hoje talvez não o trocasse, mas adicionaria um pouco mais de magia. Daria jeito que o biberon de fizesse sozinho quando ela está no meu colo a chorar e só quer apenas o colo. Sim, se este mundo tivesse mais magia e menos ódio seria muito melhor, mas enquanto isso não acontece, sempre podemos sonhar e imaginar as sereias no profundo oceano.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Cinzento

O dia amanheceu cinzento, assim como o seu coração já andava há vários dias, cinzento, triste, sombrio, como a mais escuro noite em que nem sequer se vê a lua. Como em todos os dias ele foi á janela do seu palácio, esperar, e esperar e esperar... Por vezes passava dias inteiros ali sentado, á esperar, até o pessoal do palácio, os seus criados pessoais estavam a ficar preocupados com ele. Há muito que a sua alegria se desvanecera transformando até o mais belo dia de sol num dia cinzento e soturno, sem vida e sem cor.
Mas qual seria a motivo de tanta espera? Qual seria a razão de tanta tristeza?



Subitamente levantou-se e olhou o horizonte por entre as árvores, algo ou alguém se aproximava do palácio. Afastou-se da janela a correr, desceu escadas de dois em dois degraus, voo pelos corredores como uma águia até ao pátio para ver chegar uma carruagem acompanha de uma grande comitiva de guardas. Atrás destes um pouco mais afastados vários outros soldados feridos e alguns bastante massacrados, com baços ao peito, pernas ligadas e alguns sem parte delas mal conseguindo caminhar. Mas o ambiente não era de alegria, o comandante dirigiu-se a ele, retirou o elmo e baixou a cabeça.

Vossa majestade o Rei foi morto em combate. 

E o dia ficou ainda mais cinzento...

terça-feira, 21 de abril de 2020

Feel the Forest

Ha algo que eu sinto muita falta, e que estou desejosa de fazer mal acabe esta quarentena que pôs toda a gente em casa com medo de um inimigo invisível. Se calhar podem pensar que irei a centro comercial ou algo do género. Não, nada disso. Quero ir á floresta, ao meu Templo, sentir a Natureza, respirar aquele ar puro, ficar ali sentada nas rochas graníticas simplesmente a meditar.
Sinto tanta falta da floresta, do seu aroma, do vento no meu cabelo, a Deusa a dançar por entre as árvores. É frustrante estar aqui tão perto e não poder lá ir.
Só depois é que vou descer a montanha até á praia, ás Ruínas do Templo do Sol, e agradecer aos Deuses, pela minha Saúde e a dos meus, pela minha gravidez ter corrido bem e por ter uma menina linda nos meus braços.

 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

O Problema

A quem nunca aconteceu que atire a primeira pedra, que faça a primeira critica, pois será alguém fora do normal. A mim já me aconteceu algumas vezes, pensar que tenho amigos em que posso confiar e depois dá merda! Porquê? Porque depois esses supostos amigos podem contar a historia á maneira deles, o que em primeiro lugar nem sequer devia de ser contado.

Quando somos mais novos acontece montes de vezes, falo por mim, mas a verdade é que ha pouco tempo voltou a acontecer. Que vergonha, com mais de trinta anos e ainda me deixo enganar por gente estupida! Enfim, já passou. Estou em crer que foi assim que um amigo meu no facebook me bloqueou, mas também se o fez é porque não era grande amigo, porque os amigos, quando o são de verdade querem ouvir a outra versão da historia.

O meu problema é acreditar que ainda existe gente pura no mundo, gente como eu, quando me pedem a mão para ajudar eu quero e tento ajudar, só que muitas das vezes as pessoas puxam demais, ajudam-se a elas proprias e deixam-me cair com um sorriso sarcástico na cara. 

Só posso contar comigo propria, se quiser vencer terá que ser sozinha, se quiser chorar terá que ser sozinha, pois lá diz o velho ditado indiano: Faz com que as tuas palavras sejam melhores do que teu silêncio. E mais do que nunca o silêncio é a minha melhor arma! O meu melhor aliado e o meu melhor amigo.

De que adianta gostar, ou admirar alguem e querer ser amiga dessa pessoa? Se depois só me veêm com interesse, quando não há mais ninguem disponivel para os safar porque há um serviço que tem de ser feito! Aí eu já existo, aí eu ja sou amiga. Bom, sabem que mais? Não quero amigos assim. Não importa se admirava essas pessoas, porque com estas atitudes, tornaram-se lixo para mim.
Sempre lutei pelo que queria sozinha, e é isso que vou continuar a fazer.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

O Assassino

Algures na noite, um vulto corre entre as sombras não deixando que a lua mostre a sua própria. Pela floresta de árvore em árvore agilmente como se de terra firme de tratasse. 
A lua cheia daquela noite estrelada, iluminada bem a residencia do alvo que perseguia, a finalmente a sua vingança ia-se consumar, mas a sua vida nunca mais seria a mesma. Há anos que procurava o homem que humilhou e matou a sua familia em praça publica, com acusações falsas e provas forjadas. Ele dirigia-se a uma capela, um pequeno engodo para ocultar uma sala secreta por baixo da capela onde se juntava com o seu grupo de templários para mais uma reunião secreta, mas desta vez não imaginava o que o esperava pois mesmo por cima dele, entre os ramos das árvores, o assassino salta por cima dele com duas lâminas ocultas entre as mangas junto aos punhos, e violentamente as enterra no corpo da vitima desferindo o seu golpe faltal.
- TU! - disse o homem prostado no chao esvaindo-se em sangue - Eu sabia que te ia encontrar, mas esperava ser eu eu a matar-te primeiro.
- Isto é por tudo o que fizeste há minha familia.
- Assassina! Isto não ficará assim. Serás encontrada e condenada! - disse num ultimo folego.
- Requiescat in pace.
Ela virou-lhe as costas desaparecendo por entre as sombras árvores como um fantasma. Agora era uma assassina, este sentimento iria com ela até onde ela fosse, mas a justiça tinha sido reposta.

NOTA: Sim, eu jogo Assassin's Creed e qualquer semelhança é totalmente imaginação e fruto do meu pequeno vicio. A culpa é do meu marido que comprou uma PS4  =)